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23/07/2010
Ele foi de moto para o Alasca

Empresário e aventureiro levou 71 dias para atravessar o continente

Erik Carnevalli saindo o território brasileiro

Não é a primeira vez de Erik pelas estradas do planeta. Ele já rodou pelos cinco continentes de moto, carro e bicicleta.  Mas foi a primeira vez que ele, que é sócio da Alive Eco Hut (empresa de planejamento corporativo), aventurou-se na Rodovia Panamericana. A estrada cruza as Américas e termina no Mar Ártico, no Alasca, último limite do hemisfério Norte a ser atingido por terra.

Carnevalli passou por 14 países. Em muitos momentos, era o único piloto em trilhas de terra batida e em estradas sinuosas que levavam a picos nevados. O caminho incluiu a Cordilheira no Hualla Hualla, no Peru, que tem exatos 4.616m de altitude.


Alasca, o destino do paulista (foto: Erik Carnevalli)
Pirâmides maias no México (foto: Erik Carnevalli)
Linha do Equador: divisa entre os dois hemisférios

“Fiquei hospedado na casa de algumas pessoas. Um doido na Guatemala praticamente me 'sequestrou'. Fiquei 3 dias na casa dele. Afinal, ele também andava de moto e quis me mostrar alguns caminhos bacanas para fazer. Essa é uma das vantagens de viajar sozinho: as pessoas te acolhem!”

Depois de atravessar o México e finalmente atingir os EUA pelo Texas, Erik seguiu pelo deserto até chegar a Los Angeles. Lá, comprou um passaporte que dava acesso a todos os parques nacionais do país e apreciou a natureza até a sua chegada ao Alasca. Deu de cara com animais silvestres e sequóias gigantes. “Quase atropelei um urso que estava perdido na estrada. Senti os pêlos dele na minha cara”. 


Vulcões e mares na América Central (foto: Erik Carnevalli)
Sequóias gigantes nos parques nacionais dos EUA
Estrada gelada, quase no fim do caminho (foto: Erik Carnevalli)

Depois de atingir o Mar Ártico, Erik começou a jornada de volta para casa. Em Nova York, o empresário se separou de Kate, que foi despachada para o Brasil. 

Erik conta que o sentimento de desbravar o mundo é "surreal", mas é preciso ter os pés no chão “Uma hora você tem que voltar, é preciso trabalhar, ganhar dinheiro. . Eu gosto de voltar para contar minhas histórias. Se você não volta, vira um andarilho".


Finalmente, Alasca!
Um dos gêisers da região (foto: Erik Carnevalli)
A rota passou longe do conforto
Se você acha que em uma viagem de moto dessas tudo corre às mil aquimaravilhas está muito enganado. O aventureiro passou por verdadeiros perrengues até chegar são e salvo ao Alasca. Clique aqui para conferir a parte da viagem que não tem tanto glamour assim.

 

E foi sozinho que Carnevalli chorou quando chegou ao seu destino. Lágrimas escorriam pelo rosto do piloto enquanto ele atravessava a fronteira do Alasca e seguia pela estrada que o levaria até ao Mar Ártico, onde a terra e a viagem teriam fim. Na estrada, muita chuva, neblina e velocidade. " Conseguir rodar a 175 quilômetros por hora no Alasca, o que me rendeu uma multa. Vou colocar o papel numa moldura e pendurar na parede”.

 

Ainda pela América do Sul, Carnevalli desbravou estradas no meio de florestas. Continente acima, passou pelos vulcões da Guatemala e pelas pirâmides maias do México. Pelo caminho, conheceu pessoas do mundo todo, entre aventureiros e habitantes locais - muitos deles chegaram a oferecer abrigo.

 

O empresário paulista Erik Carnevalli teve a coragem de fazer o que muita gente sempre quis: deixou os sócios cuidando de seu negócio, pegou a moto, saiu de casa sozinho e sumiu no mundo. Ou melhor: ele foi parar onde o mundo "termina".

No dia 1º de maio, Carnevalli partiu de São Paulo rumo ao Alasca. Com R$ 30 mil no bolso e nenhum vergonha na cara, ele enfrentou uma jornada de 71 dias e quase 40 mil quilômetros a bordo de uma moto KTM 990 laranja, carinhosamente apelidada de Kate.

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